quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

O canto triste da loucura real

Em meio a tudo existente
A um canto que permanece intrínseco em nós,
Um canto que sendo uma mistura de realidade
Com imaginário que se funde
E transforma-se
No mais alto tom da complexidade humana.

Esse mesmo tom que passam pelas ruas,
Botecos, vielas...
Passam nas mentes puras e corrompidas
Das grandes influências
Dos descasos humanos.
Andando pelas ruas
A loucura canta...

– Eu amo a vida! Eu gosto de vocês!
Eu amo a vida! Eu amo vocês! –

E dentro de toda realidade
O social (monótono)
Escandaliza-se
Por ver atitude de tão extrema qualidade
Que em realidade não existe mais...

– Eu amo a vida! Eu gosto de vocês!
Eu amo a vida! Eu amo vocês! –

E com um ato singelo de humildade
A loucura canta com o amor
Que em toda realidade
Nunca existira...

– Eu amo a vida! Eu gosto de vocês!
Eu amo a vida! Eu amo vocês! –

Nesse canto as palavras nunca mudam,
Pois a loucura entorpeceu as letras
E o significante delas
Paira no infinito azul...

– Eu amo a vida! Eu gosto de vocês!
Eu amo a vida! Eu amo vocês! –

E sempre esse canto vai demonstrar
Que os sentimentos não têm sexo,
Não tem cor, não tem razão...
Sentimentos são apenas SENTIMENTOS!
Sentimentos lindos e perpétuos,
Caros e sofríveis,
Raros e duradouros.

Pois nesse canto triste
Da loucura real,
Afogo-me,
E não sendo mais o EU,
E sim a loucura,
Eu também canto...

– Eu amo a vida! Eu gosto de vocês
!

Eu amo a vida! Eu amo vocês! –

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